Poemas sobre a floresta, o solo e os ciclos que os mantêm vivos, alguns lidos pelo próprio autor. Biólogo e guia de natureza, Mauro Hilário escreve a partir do que observa no terreno.
Escolha um poema para o ler e ouvir. Cada texto é acompanhado da gravação.
Os necrófagos desorientados reclamam / Que não resta sequer um cadáver intacto.
Milhões de quilómetros quadrados / Cobertos e recheados por recursos.
O percurso do homem é estranho. / As nossas pegadas em tamanho
Mauro Hilário apareceu por milagre em Macau, em 1989, e acabou por estudar Biologia e Biodiversidade e Conservação Marinha no Algarve, na Lituânia e na Grécia, culminando com uma tese sobre pesca artesanal. Hoje mantém o seu ninho na Margem Sul.
Trabalha na conservação da natureza, integrando a equipa técnica da Associação Vita Nativa, e é também guia nas Salinas do Samouco. É um fotógrafo versátil, com trabalho apresentado em exposições e publicações.
Viciado em escrever, publicou os livros de poesia Epopeia – A Ascensão, em 2014, e Perspectives in Mind, em 2018. Dinamizou tertúlias de poesia e Poetry Slams, cruzando frequentemente a escrita com a sua relação com a natureza.
Através da ciência, da fotografia e da escrita, procura compreender e ajudar tanto a humanidade como o planeta.